O que quase todo mundo tenta antes
Três saídas comuns, e o que quebra em cada uma.
Nenhuma das três é burrice: todas funcionam por um tempo, e é por isso que são tentadas. O problema aparece junto com o volume.
1. Conectar o mesmo WhatsApp em vários aparelhos
É a saída mais imediata, porque o próprio aplicativo permite vincular outros dispositivos. Todos passam a ver as mesmas conversas, e é aí que acaba a solução: como todo mundo vê tudo e ninguém é dono de nada, duas pessoas abrem a mesma conversa e respondem juntas. Não há fila, não há responsável e não há registro de quem escreveu cada mensagem.
2. Revezar o celular da empresa
Funciona com duas pessoas e um volume pequeno. Depois vira gargalo: a empresa só atende quando alguém está com o aparelho na mão, férias e folga viram problema operacional, e o histórico inteiro do relacionamento com os clientes fica dentro de um telefone que pode quebrar, ser trocado ou sair pela porta.
3. Dar um número para cada vendedor
Resolve a briga por aparelho e cria uma pior. O cliente não sabe para qual número escrever, o mesmo cliente aparece em três conversas diferentes, e a empresa perde a noção de quantas conversas viraram venda. E quando o vendedor sai, ele leva os contatos, porque o número era dele.
O ponto em comum das três
Nenhuma delas é falha do WhatsApp. O aplicativo foi desenhado para uma pessoa conversar com outra, e faz isso muito bem. Fila, responsável e registro de autoria são funções de sistema de atendimento, e não existem lá porque nunca foi essa a proposta dele. A comparação completa com o WhatsApp Business mostra onde mais isso aparece.